Bio-Arct citrulil-arginina é uma biomassa marinha obtida de uma alga vermelha encontrada em mares gelados do Ártico, a ChBio-Arct citrulil-arginina é uma biomassa marinha obtida de uma alga vermelha encontrada em mares gelados do Ártico, a Chondrus crispus (carrageenan). Em especial no inverno, um dos principais constituintes dessa alga é o dipeptídeo citrulil-arginina, rico em nitrogênio, representando cerca de 7% do extrato seco (Exsymol, Mônaco). Por isso, o ativo é apresentado como uma fonte diferenciada desse composto na formulação.

A Exsymol utiliza um processo especial e patenteado de extração para manter a constituição do ingrediente. Dessa forma, o Bio-Arct preserva características descritas como compatíveis com o organismo. Além disso, essa abordagem favorece o uso do ativo e pode contribuir para minimizar efeitos indesejados (Exsymol, Mônaco).

Benefícios do Bio-Arct citrulil-arginina

Em termos práticos, o Bio-Arct é descrito como:

  • Bioenergizante mitocondrial;
  • Aumenta a síntese de NO endógeno;
  • Estimula a síntese de ATP na mitocôndria;
  • Protege a pele em condições extremas e, ao mesmo tempo, estimula as defesas naturais;
  • Fornece o dipeptídeo citrulil-arginina, uma forma mais biodisponível associada à arginina;
  • Melhora o fluxo sanguíneo e, consequentemente, pode ajudar em aspectos ligados ao rejuvenescimento sistêmico;
  • Apresenta ação anti-inflamatória;
  • Atua como agente detoxificante e protetor do DNA, pela ação da taurina.

Bio-Arct citrulil-arginina e a síntese de NO

A arginina participa da síntese do óxido nítrico (NO) (Moroz et al., 1993). De fato, em 1987, Palmer et al. demonstraram que o NO é o fator de relaxamento derivado do endotélio (EDRF), mediando a capacidade de substâncias como acetilcolina e bradicinina de dilatar vasos sanguíneos.

O NO é reconhecido como mensageiro intercelular importante nos sistemas cardiovascular e nervoso e, também, em reações imunológicas. Ele é formado via NO sintase endotelial (eNOS) e neuronal (nNOS) (Toda e Ayajiki, 2010; Toda e Nakanishi-Toda, 2007). Em outras palavras, trata-se de uma via central para a sinalização vascular e celular.

Estudos indicam que o NO tem papel crucial na regulação do fluxo sanguíneo por sua propriedade vasodilatadora e por reduzir a resistência vascular (Toda et al., 2010; Toda e Nakanishi-Toda, 2007). Além disso, o NO participa da regulação da viabilidade celular (Toda e Nakanishi-Toda, 2007; Toda e Ayajiki, 2010).

Os efeitos biológicos do NO podem ocorrer por interação direta com alvos celulares ou, alternativamente, via ativação da guanilato ciclase solúvel e produção de GMPc (Lou e Cizkova, 2000). Assim, diferentes caminhos podem explicar respostas fisiológicas relacionadas ao NO.

O NO formado a partir da eNOS, por sua vez, relaciona-se a:

  • Inibição da ativação, agregação e adesão plaquetária, o que melhora a viscosidade sanguínea;
  • Estímulo à angiogênese e à reparação tecidual.

Por outro lado, quando há redução dos níveis de NO — seja por baixa expressão/atividade de NOS ou por menor biodisponibilidade — pode ocorrer aumento de espécies reativas de oxigênio (ROS) e vasoconstrição.


NO e pele: por que isso importa

O fluxo sanguíneo no tecido cutâneo aumenta em resposta ao incremento da temperatura corporal e via reflexos e mecanismos locais que requerem a presença de NO. No entanto, esses mecanismos podem ser prejudicados com o envelhecimento, resultando em vasodilatação atenuada (Holowatz et al., 2007).

Como o sangue promove nutrição e oxigenação tecidual (Guyton e Hall, 1996), a redução do fluxo sanguíneo na pele pode colaborar com o processo de envelhecimento cutâneo. Ou seja, manter uma boa perfusão é um ponto relevante para a vitalidade do tecido.

Efeitos do NO sobre a pele (descritos na literatura)

Em geral, a literatura descreve efeitos como:

  • Aceleração da re-epitelização, principalmente via recrutamento de células-tronco para folículos e regeneração de pelos;
  • Cicatrização mais rápida;
  • Aumento do número de fibroblastos com expressão de pró-colágeno;
  • Aumento da angiogênese;
  • Maior infiltração e retenção de células inflamatórias, portanto mais citocinas e fatores de crescimento envolvidos no processo.

Bio-Arct citrulil-arginina e a síntese de ATP

O dipeptídeo citrulil-arginina é descrito como capaz de aumentar a produção de energia e estimular o crescimento celular, liberando arginina e citrulina em forma biodisponível. Consequentemente, esses aminoácidos podem favorecer a biossíntese de proteínas e, em particular, do colágeno (Exsymol, Mônaco).

Disfunção mitocondrial e envelhecimento cutâneo

Diversos estudos apontam o déficit mitocondrial como um alvo do envelhecimento cutâneo. Com o tempo, a função mitocondrial declina gradualmente e, assim, podem ocorrer:

  • Aumento de mutações do DNA mitocondrial (mtDNA);
  • Redução da produção de ATP;
  • Aumento de ROS na mitocôndria, logo maior contribuição para o envelhecimento do tecido.

Em resumo, Bio-Arct citrulil-arginina é um ativo marinho derivado de Chondrus crispus, com destaque para o dipeptídeo citrulil-arginina (≈7%), associado ao suporte à síntese de NO e ATP.

bio-arct ou bioarct farmcam