
Como evitar danos capilares começa por entender o que “machuca” o fio no dia a dia. Afinal, agressões mecânicas, térmicas, solares e químicas podem desgastar a cutícula, expor o córtex e, com o tempo, deixar o cabelo opaco, frágil e quebradiço.
O que são danos capilares?
Em termos simples, danos capilares são alterações na estrutura do fio que reduzem força, brilho e maciez. Isso acontece porque a cutícula (camada externa) perde sua proteção natural e, portanto, o fio passa a quebrar com mais facilidade.
Principais tipos de dano no cabelo
Dano mecânico
A escovação pode alterar o ponto isoelétrico do cabelo e, assim, provocar desgaste da cutícula (parte externa da fibra). Como consequência, o córtex fica mais exposto. Além disso, a fricção durante o ato de escovar enfraquece a haste, deixando o fio mais quebradiço e com menor massa proteica.
Como reduzir esse dano:
- Prefira desembaraçar com cuidado, começando pelas pontas e subindo.
- Evite escovar com força, principalmente com o cabelo molhado.
- Use ferramentas adequadas ao seu tipo de fio (e, se necessário, um finalizador para ajudar no deslizamento).
Dano térmico
A exposição do fio a altas temperaturas (secador, chapinha, modeladores) pode comprometer a estrutura e, por isso, desorganizar a harmonia proteica da haste. Além disso, tende a aumentar a perda de água, deixando o cabelo mais ressecado.
Como reduzir esse dano:
- Diminua a temperatura e aumente a distância do secador.
- Use protetor térmico antes do calor.
- Intercale dias sem fontes térmicas sempre que possível.
Dano solar
A luz solar afeta a cutícula e catalisa a degradação de proteínas. Além disso, pode ocorrer oxidação da melanina por radicais livres e comprometimento da queratina. Assim, os danos vão de descoloração até redução da força e perda de brilho.
Como reduzir esse dano:
- Use produtos com ação protetora para exposição ao sol.
- Reforce hidratação e nutrição após praia/piscina.
- Proteja o couro cabeludo (bonés/chapéus) quando necessário.
Dano químico
Tingir, alisar e descolorir induzem à perda de massa proteica por oxidação de aminoácidos. A queratina é uma das proteínas mais importantes do cabelo. Por isso, com danos químicos, ocorre modificação estrutural da haste, deixando o fio mais fraco, poroso e com diminuição de pigmentos naturais.
Durante a coloração, ocorre abertura das escamas da fibra capilar, aumentando a perda de água e proteínas. Já a descoloração tende a ser ainda mais agressiva, pois pode quebrar ligações (hidrogênio, salinas e parcialmente cisteínicas), provocando alta desidratação e enfraquecimento capilar.
Como reduzir esse dano:
- Evite “químicas” em sequência sem um intervalo adequado.
- Faça testes de mecha e respeite a resistência do fio.
- Aposte em rotina de reconstrução (proteínas) com moderação, alternando com hidratação e nutrição.
Fibra capilar e configuração do fio
Os cabelos variam conforme genética e grupo étnico, o que influencia forma, textura e padrão de crescimento. No entanto, todos compartilham uma base química: queratina. O que muda é a sequência de aminoácidos e sua distribuição na fibra.
Cabelos lisos
Típicos de etnias mongólicas, orientais, esquimós e indígenas. O folículo tende a estar em posição reta, e o fio cresce liso ao sair do couro cabeludo. No corte transversal, é mais redondo e com diâmetro regular. Além disso, a queratina costuma ser distribuída de forma uniforme.
Como a oleosidade desce com mais facilidade até as pontas, forma-se um filme lipídico mais uniforme e, portanto, há menor perda de água por evaporação. Assim, o fio tende a manter hidratação por mais tempo e apresentar brilho natural.
Cabelos ondulados (sinótricos)
Mais comuns em caucasianos, embora apareçam em diversas etnias. No corte transversal, os fios tendem a ser ovalados, com queratina distribuída de forma irregular. A haste pode ser lisa na raiz e formar curvaturas em “S” ao longo do fio.
Como a oleosidade tem menor fluidez até as pontas, o cabelo pode ficar mais frágil e com pontas mais secas. Por isso, tende a apresentar frizz e quebra mecânica com mais facilidade.
Cabelos crespos (ulótricos)
Mais comuns em etnias negras. No corte transversal, o diâmetro costuma ser irregular (mais grosso em algumas partes e mais fino em outras), com distribuição desnivelada de queratina. A curvatura é bastante acentuada e o fio nasce espiralado desde a raiz.
Como a oleosidade natural tem dificuldade para se distribuir, os fios ficam, em geral, mais secos. Além disso, formam nós com mais facilidade, o que aumenta fragilidade e quebra. Portanto, cuidados focados em proteção, hidratação e nutrição ajudam a controlar volume e melhorar definição.
Rotina prática para prevenir e recuperar danos
Para manter o fio saudável, vale combinar hábitos simples com uma rotina consistente:
- Proteja do calor: protetor térmico + menor temperatura.
- Reduza atrito: desembaraço gentil + acessórios que não “puxem” o fio.
- Defenda do sol: produtos protetores e reposição de água/nutrição após exposição.
- Cuide do pós-química: foco em hidratação e nutrição, e reconstrução quando necessário.
- Observe sinais: porosidade, quebra, opacidade e aspereza indicam que é hora de ajustar a rotina.
Terapia Inside (oral): saúde por dentro e beleza por fora
O cabelo, como órgão vivo, sofre influência do ambiente externo e interno. Em um desequilíbrio capilar, pode ficar opaco, frágil e quebradiço, dificultando o pentear. Além do papel de proteção física, o cabelo tem papel estético e simbólico. Por isso, a Terapia Inside considera compostos para uso oral que buscam apoiar o organismo como um todo, refletindo na aparência da pele e cabelos.
Importante: uso oral e dosagens devem ser orientados por profissional habilitado.
Bio-Arct®
Biomassa integral de algas Chondrus crispus hibernadas, com composição rica em microminerais, taurina, citrulil-arginina e florosídeos. Pode atuar no suporte celular e mitocondrial, favorecendo fluxo de nutrientes para o bulbo capilar.
Dosagem: 100 a 600 mg.
Terapia de reposição de silício – Exsynutriment®
Silício orgânico biodisponível estabilizado em peptídeos de colágeno marinho. O silício hidrossolúvel, componente do Exsynutriment, é um elemento que pode se acumular na derme papilar, favorecendo a síntese de colágeno e suporte ao folículo.
Dosagem: 100 a 600 mg.
Glycoxil®
Antioxidante com ação antiglicante e desglicante, com foco em proteger proteínas estruturais (como colágeno) do excesso de açúcares e dos produtos finais de glicação avançada (AGEs). Assim, pode auxiliar na proteção contra estresse oxidativo ao longo do tempo e contra agressões externas (calor, sol, estresse e alimentação inadequada).
Dosagem: 100 a 600 mg.
Fórmulas (exemplo de composição)
As fórmulas abaixo são modelos e devem ser ajustadas conforme avaliação individual e prescrição.
Fórmula 01
- Glycoxil: 50 mg
- Bio-Arct: 100 ng (confirme unidade e prescrição)
- Exsynutriment: 200 mg
- Cistina: 100 mg
- Cisteína: 100 mg
- Vitamina B6: 100 mg
- Zinco quelato: 10 mg
- Biotina: 5 mg
- Cobre: 1 mg
- Ferro quelato: 10 mg
- Excipiente qsp: cáps.
Dose de ataque: tomar 2x ao dia (conforme orientação).
Fórmula 02
- In.Cell: 400 mg
- Glycoxil: 50 mg
- Bio-Arct: 50 mg
- Exsynutriment: 200 mg
- Vitamina B6: 50 mg
- Zinco quelato: 15 mg
- Biotina: 5 mg
- Cobre: 1 mg
- Ferro quelato: 10 mg
- Pantotenato de cálcio: 15 mg
- Excipiente qsp: cáps.
Por fim, se você quer praticidade para montar sua rotina, conheça nosso e-commerce: Farmacam (farmacam.com.br).